Controle seus estados emocionais, controle seus resultados!

por Fernanda Chaud
Exemplo de imagem
Os pensamentos estão por trás das emoções. As emoções estão por trás das suas ações e ações (ou comportamentos) estão por trás dos resultados. Logo, se você tem pensamentos favoráveis, tem emoções favoráveis e ações favoráveis, resultados favoráveis. Pensamentos desfavoráveis, emoções desfavoráveis e ações e resultados desfavoráveis. 

O fato é que não aprendemos a lidar com as nossas emoções ou aprender a administrar os pensamentos na infância ou adolescência, e passamos a vida acreditando que SOMOS nossas emoções, quando na verdade TEMOS emoção. Muitas pessoas falam “eu sou ansioso”, “eu sou medroso”, mas a verdade é que temos o sentimento de ansiedade, medo, assim como temos de felicidade, de alegria, de jubilo, mas não SOMOS essas emoções. Emoções são temporárias no dia a dia, vivemos mudando nossos estados emocionais ao longo do dia de acordo com o que pensarmos. Tem pessoas que escolhem acessar pensamentos e sentimentos que não são favoráveis, que não inspiram ou geram fé mas que trazem medo e insegurança, frustração e tantos outros. Enquanto outras pessoas decidem sentir coisas boas ao longo do dia e não se permitem navegar no sofrimento. Como diria Tony Robbins: a dor é inevitável, o sofrimento é opcional. 

As coisas vão acontecer, mas como resolvemos interpreta-las é que faz a diferença em como sentimos.

Embora passemos o dia alternando emoções, de uma emoção boa para outra emoção boa, da boa para a ruim, da ruim para a péssima, e assim por diante, criamos padrões emocionais, por isso temos padrões de comportamentos (embora mudando o comportamento também se mude o pensamento, a fonte é o pensamento, pela ordem natural do nosso cérebro - tudo começa pelo pensamento).

Você deve estar se perguntando: Se tudo começa pelo pensamento, o que é de fato um pensamento? O pensamento é uma frase que você se fala e que tem vários tipos de informações nele, como por exemplo: valores, crenças e memória. Isso significa que raramente você interpreta as coisas como são, e sim como você é. Se você buscar outras interpretações para uma mesma situação, vai chegar em alguma que te gerará algum sentimento positivo. O sentimento é interno e de dentro para fora, não vem de ninguém senão de você. Por isso, continue buscando uma interpretação alternativa e esgote as possibilidades de cenários e você ache algum que você sinta algo positivo.

A mente tem um viés de proteção e a nossa amígdala no cérebro - não é aquela da garganta, é uma outra bem pequena e tem a função de preservar o sistema percebendo ameaças. Se você não interpreta o evento (algo que você viu, ouviu, pensou) de forma positiva e a amígdala entendo que aquilo é uma ameaça, ela faz você se comportar para se proteger: atacar, fugir ou congelar.

É o conhecido “rapto da amígdala” na inteligência emocional, o famoso branco, quando vi já tinha feito. Como a mente cria padrões para salvar energia, muitas pessoas acabam percebendo o ambiente de forma negativa, que a amígdala percebe ameaça nas coisas mais sem importância e por isso vivemos o surto de pessoas com sua amígdala disparada atacando outras pessoas e a si mesma, fugindo ou desistindo da vida.

Precisamos entender que temos emoções e que somos maiores do que elas. Pelo simples fato de prestar atenção nos sentimentos no dia-a-dia, de entender o que você pensou para sentir o que senti, qual foi o evento que disparou o gatilho do pensamento e parar para pensar no pensar – metacognição – você suaviza a sua amígdala e assume novamente o controle das emoções mandando-as para o neocortex, nossa mente racional que sabe que existe alguma alternativa melhor de reação e que entende que nem tudo é ameaça. Assim, a amígdala passa a agir só quando realmente precisa, diante um assalto por exemplo, uma batida de carro ou qualquer outra situação de risco inesperada.

Desenvolvendo a inteligência emocional, podemos passar a ter controle das emoções e assim, teremos ações que nos impulsionarão em direção aos nossos objetivos. Faça uma lista por alguns dias: de um lado emoções positivas, do outro, emoções negativas. Antes de dormir, coloque em um papel tudo aquilo que sentiu e comece a observar quais emoções sente na maior parte do dia. Entenda qual padrão de pensamentos ou acontecimentos que faz você se sentir, por exemplo, ansiosa. Depois disso, pense em como se comporta de acordo com esses sentimentos. Pelo simples fato de fazer essa lista, já vai recuperar parte do controle emocional. Se conseguir buscar interpretações diferentes até você sentir algo que queira, como sentir, por exemplo, paciência no lugar de raiva vai melhorar ainda mais.

Se tomar a decisão de acessar sentimentos como de alegria, busque momentos e coloque no seu dia momentos em que possa usar o recurso alegria, como colocar uma música, contar alguma piada ou qualquer outra ação que te gere alegria. Decida acessar sentimentos bons!

Assim, se aprendermos a lidar com as nossas emoções, o que quer que seja que tenhamos como objetivo: como eliminar peso, criar um hábito de rotina saudável, melhorar relacionamentos, ser promovido, entre outros, teremos muito mais chances de atingir o objetivo e aproveitar a jornada de forma leve e gostosa. Conseguiremos controlar hábitos e criar novos hábitos. Controle suas emoções, controle seus resultados!

A minha missão é levar felicidade para os corações emocionais e ajudo as pessoas por meio de um processo cientificamente comprovado a curarem suas dores causadas pelas emoções como culpa, arrependimento, perdão, autoperdão, insegurança e senso de inferioridade.

Com amor,

Fernanda Chaud 
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